quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PRONTO! AGORA CHANCELARAM NEYMAR, GANSO E THIAGO SILVA

Agora, nas transmissões "globais" e outras mídias, esses que são realmente craques, serão tratados como craques inquestionáveis.
Não é novidade nenhuma. O passo decisivo para um jogador tornar-se absoluto na Seleção Brasileira é dado pelo patrocinador.

A relação jogador x patrocinador é o grande motivo para que os comentaristas da emissora que detém os direitos exclusivos de transmissões das partidas do Brasil não teçam críticas ao craque, esteja ele em boa ou má fase.

No caso de Thiago Silva, Ganso e Neymar, agora sim. Já estão sendo tratados como craques absolutos, inquestionáveis.
Até bem pouco tempo, Neymar, por exemplo, era tido por Galvão Bueno & Cia como o cai-cai, aquele que "exagera nos dribles", "um infantil".

Agora, tudo mudou.

É que, desde ontem, circula o  novo comercial da Nike, que por sua vez, faz parte de uma ação de Marketing iniciada na última quinta-feira (23/2), quando Neumar "deixou vazar" no twitter o número de seu telefone.

"... os seguidores que ligaram para o número indicado puderam ouvir uma mensagem do craque convocando os torcedores a deixarem uma mensagem para a Seleção. A ação gerou 40 mil ligações em apenas cinco dias. Na próxima semana, um terceiro filme, protagonizado pelo técnico Mano Menezes, chamado 'A Chance", fecha a campanha. Ele  reúne Neymar, Paulo Henrique Ganso e Thiago Silva, além de Pato.". (fonte: uol - caderno de mídia).

Trata-se da maior produção realizada pela Nike do Brasil que ainda traz as participações do rapper Emicida, do pai de Neymar, de Ronaldo Fenômeno, de Anderson Silva, de Thiaguinho e de Mano Menezes, além do jogador argentino Mascherano.

No maior estilo video-game, no filme, a Seleção Brasileira enfrenta o que seria seu maior adversário: ela mesma.

Para assistir é só clicar:

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

JULIO CÉSAR, RONALDINHO E MANO: SÓ OS ENGOLE AQUELES QUE ATÉ HOJE NÃO ESTÃO CERTOS DE QUE A BOLA É MESMO REDONDA!

Os "manos" da Seleção do João Sorrisão provocam ânsia.

Nem toda a blindagem do mundo, nem a proteção mais espessa da imprensa global, das bobagens galvonianas ou casgrandianas.

Não dá para conceber um Mano Menezes estando à frente do time brasileiro. É só mais um técnico retranqueiro!

Ninguém pode ir à favor do cansativo Ronaldinho Ex-Gaúcho. Está entre o quadro de um selecionado auriverde, um meia que nem no Flamengo - que não paga ninguém - consegue ser engolido!


Nada pode convencer de que Julio César tem condições de ser o atual goleiro da Seleção Brasileira! Arquiero em fase horrível que nem mesmo seus aliados conseguem apoiá-lo  -como até o ano passado faziam (ver neste blog Julio César Blindado).

Tem que ser muito "Mano" pra aceitar o trio em qualquer time de ponta, na atualidade.

Pior quando se trata de um selecionado brasileiro, especialmente, um time que ruma para dispoutar as Olímpiadas - lembrando que tanto Julio Frangos quanto o Ronalducho não têm idade olímpica.

Para tal discrepância é preciso ser "Mano" da Nike, do Andrez Sanches, do Ricardo Teixeira, da Rede Globo...

Esse foi só mais um:




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SELEÇÃO BRASILEIRA NA GELADA SUÍÇA, JOGO QUE VALE MAIS PARA LEMBRAR

Longe, muito longe de empolgar, o amistoso das negociatas Teixerísticas vale mais para lembrar de um momento também contubado da Seleção Brasileira.

Amanhã a Seleção Brasileira joga na Suíça, enfrentará no AFG Arena o selecionado Bósnio, às 16 horas.
Logo Copa de 1954

Esqueçamos a seleção dos Manos. Assunto chato.

Agora, pensar na Suíça, aliás, numa fria Suíça e na Seleção Brasileira, faz-se inevitável lembrar da Copa do Mundo de 1954 e, por sua vez, nas polêmicas que envolveram cmissão técnica, jogadores e a fria concentração de Macolin, onde o Brasil se alojou para a disputa.

Para isso, trago um trecho de minha dissertação* que trata exatamente deste assunto:

Macolin era uma região que ficava a 1.000 metros acima do nível do mar, nos montes Jura, em que recentemente havia sido construído o Instituto Federal de Esporte Suíço. Obra realizada por motivações da própria Copa do Mundo para, a partir dali, servir como local de preparo para esportistas das mais variadas modalidades, principalmente, as que envolviam práticas sobre gelo e neve. Instalações, realmente, "estupendas", como disseram os jornalistas da Gazeta Esportiva. Prova disso era a presença da própria seleção do país-sede que ali dividiria espaço com a brasileira. Porém, as condições climáticas causavam evidentes prejuízos ao preparo dos atletas brasileiros.
David Nasser, em outro tom, definia o local:
"(...) Macolin não é uma cidade. Macolin é menos que uma fazenda. Macolin é um sítio nas montanhas, à margem de uma estrada que lembra Teresópolis, sítio adaptado em escola de cultura física." E, caso alguém desejasse conhecer o tal lugar, o cronista carioca dava todos os passos, apesar de, nas entrelinhas, desaconselhar tal façanha: O viajante que chega de avião à Suíça deve rumar para Bienne, Município de 30.000 habitantes, com ruas amplas, grandes hotéis, fábricas de relógios, e dali, se quiser conhecer o lugar onde os brasileiros se encontram, arranjar um táxi (15 francos suíços, pouco mais de 220 cruzeiros) e descer de suéter, casaco e luvas (...). (O Cruzeiro, 19 de junho de 1954, p. 4 a 9).

A "estupenda" estrutura montada pelos suíços existia, porém ficava em um lugar marcado pelo isolamento e pelo frio, muito frio.

Nilton Santos, que já estava em seu segundo Mundial, descreveu tempos depois a diferença existente entre Bienne e Macolin, entre o local em que ficavam os dirigentes da delegação e os jogadores e a comissão técnica. Dirigir-se à Bienne - conforme Nasser indicou para os leitores de O Cruzeiro - significava estar próximo a um centro movimentado, daí ter sido aquela Copa "(...) o paraíso das compras para os dirigentes brasileiros. [logo] Ninguém se preocupava com os jogos ou os jogadores, com o agravante de a chefia da delegação não conhecer sequer o regulamento da Copa.". Contudo, para o zagueiro e seus companheiros permanecer em Macolin significava ficarem "(...) totalmente isolados. Era um local ermo, frio e afastado da cidade. O restaurante também ficava distante, íamos caminhando para fazer as refeições." (SANTOS, 1999: 69).

As motivações dessa escolha devem ser observadas em fatos anteriores. Desde os distúrbios de 1953, em Lima, que foram os últimos de uma série longa de relatos envolvendo problemas de jogadores em concentrações, principalmente fora do país, era uma preocupação constante dos dirigentes agirem no sentido de diminuir tais conflitos. Ainda em setembro do mesmo ano, a CBD publicava um roteiro para toda a eliminatória, com intuito de dirimir problemas, pois os jogadores, segundo escreveu Mazzoni,
"(...) não aceitam com boa vontade as concentrações. Ficam preguiçosos, irritados ou fartos de solidão, e se dizem prejudicados. No estrangeiro, si chegam 10 ou 15 dias antes da estréia ficam indignados (...)." (A Gazeta 17 de setembro de 1953, p.18).

E foi assim que a participação tumultuada na Copa de 1954 se configurou, desde a escolha da sede da Seleção na Suíça.

* Banchetti, Luciano Deppa. "Memórias em jogo: futebol, Seleção Brasileira e as Copas do Mundo de 1950 e 1954". Mestrado. PUC-SP, 2011. p. 197 - 198.