quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

SABIÁ COMO LOGO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2013

Há 500 dias da abertura do torneio teste para a Copa do Mundo do Brasil, a FIFA lança o logotipo da Copa das Confederações 2013.

O logo é totalmente inspirado no sabiá-laranjeira.

A ave, desde 2003, foi oficialmente instituída por um decreto do governo Fernando Henrique Cardoso, a ave símbolo do Brasil.

Deixando de lado, leis e decretos, não pode se negar que foi uma bela escolha dos marqueteiros da Copa.

O Brasil é o país que mais possui espécie de aves no mundo e o sabiá ocorre em diversas regiões do território tupiniquim.
O blog Pedro da Veiga traz as palavras de um ornitólogo para dar mostras do quão importante é o sabiá por nossas bandas:


De acordo com o renomado ornitólogo Dalgas Frisch, autor da proposta inicial para que o Turdus rufiventris tornasse-se a espécie símbolo do Brasil, o sabiá é verdadeiramente um companheiro dos brasileiros que vivem no campo ou na cidade. Segundo ele, o sabiá tem qualidades impares. Não existem dois sabiás que cantem da mesma maneira. Alem disso é o som mais audível ao ouvido humano. Na Primavera, é o primeiro canto que se ouve, antes mesmo do clarear do dia, diz o ornitólogo. Apaixonado com o canto da ave, Dalgas costuma afirmar que para ele os sons maravilhosos do sabiá desabrocham nos jovens corações veios poéticos, tão puros e belos como se um cego abrisse seus olhos ao ver a luz e as cores das flores na terra. Dalgas conta que uma lenda indígena assegura que quando uma criança ouve, durante a madrugada, no início da Primavera, o canto do sabiá será abençoada com muita paz, amor e felicidade.


Entre nossas belas canções populares, é obvio que o sabiá é tema recorrente.
Umas delas é a do sensacional Luiz Gonzaga em parceria com Zé Dantas.

Sabiá foi composta no ano de 1951, fez enorme sucesso e já foi regravada inúmeras vezes por diversos grandes intérpretes da nossa música.

 
Para ouvir é só clicar:


Enfim, é um logo que representa bem o país que sediará um torneio que trará seleções de ótimo nível – já confirmadas: Espanha (campeão da Copa 2010), México (campeão da Concacaf), Uruguai (campeão da América), Japão (campeão da Ásia) e o Brasil (que é a sede).
Agradar a todos é difícil, símbolos são apenas símbolos nunca compreendem a totalidade. Contudo, o sabiá não deixa de ser uma bela escolha.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

GARRINCHA, A BALADA Nº 7 DE MANOEL DOS SANTOS

No dia 20 de janeiro completaram-se 29 anos da morte de Mané Garrincha.

Líder maior da conquista do bi-campeonato mundial conquistado pela Seleção Brasileira no Chile, em 1962 – título que, aliás, neste ano completa 50 anos;

Grande responsável pelos dois primeiros gols que permitiram a virada da Seleção Brasileira na final da Copa de 1958, frente aos Suecos que ganhavam por 1 a 0 – duas jogadas idênticas, pela ponta-direita, em que Garrincha mais que cruzou, passou as duas bolas para o centroavante Vavá finalizar;

Maior nome da história do Botafogo. Contratado por influência da “enciclopédia” Nilton Santos, o segundo maior ídolo do time carioca;
Um craque, dono de uma personalidade irreverente que agradava em cheio botafoguenses e não botafoguenses, brasileiros e não brasileiros, ídolo que tinha a simpatia dos mais variados apaixonados pelo futebol;
Garrincha é o artista, o gênio, o herói, o deus, mais anti-herói, mais profano, mais simples de todos que passaram pelo futebol.

Contudo esse personagem único na história do Brasil, infelizmente, passa por um processo que tende a obscurecer sua memória.
blogdogersonnogueira.wordpress.com
Um exemplo é o da troca do nome do estádio Mané Garrincha, o Manezão.

O estádio de Brasília, que já se chamou Presidente Médice – acreditem! -, em 15 de dezembro de 1983, em reverência à morte do ídolo naquele ano teve alterado seu nome. Agora, diante dos preparos para a Copa de 2014 o governo de Brasília deseja a alteração para Estádio Nacional – como se Garrincha não fosse o mesmo que Nacional!?

A biografia “Estrela solitária: um brasileiro chamado Garrincha”, escrita nos anos 1990 por Ruy Castro não ajuda muito na preservação da memória do ídolo. No livro se apresenta um homem caricato, ingênuo aos limites máximos do excesso, uma espécie de Macunaíma do futebol.

Assim, fica para as lembranças apenas um sujeito extremamente problemático, desajuizado, um alguém vitorioso por mero acaso ou por exotismo exagerado, algo que de tanto que nasceu para dar errado acabou dando certo, quase que inexplicavelmente.

Triste ver essa tendência. Melancólico o esquecimento do ícone de nome fácil, de vida significativa, emblemática, sobretudo, para enormes parcelas da população brasileira.

Em contrapartida, uma das homenagens mais interessantes já feitas ao craque Mané foi a música Balada nº 7. A letra é de Alberto Luiz e a voz é do sensacional Moacir Franco, a canção lançada em 1970 – antes da despedida oficial de Garrincha, em 1973 - parece captar inclusive a tendência ao ostracismo de Mané na história, hoje em dia. Vale ver o clip:



Neste último domingo o programa Esporte Fantástico, da TV Record, elaborou uma interessante matéria sobre Garrincha e seu esquecimento. Vale assistir clicando no link abaixo:



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

MARIA CHUTEIRA, MULHERES FRUTAS: MARY DEL PRIORE E A IMAGEM DA MULHER BRASILEIRA

Mulher brasileira: nem cachorra, nem princesa!

Este espaço se destina a tratar as mais diversas facetas da sociedade tendo como eixo central o tema futebol.
Como as mulheres frutas não estão nada distantes das Marias Chuteiras vale trazer aqui uma interessante discussão sobre o assunto.
http://www.redetv.com.br/manhamaior/
O programa Manhã Maior, da Rede TV!, apresentado pela bela Daniela Albuquerque e pela charmosíssima Regina Volpato, trouxe hoje a renomada historiadora Mary Del Priore.

A estudiosa, que acaba de lançar a obra “Histórias Íntimas”, discutiu de uma forma bem descontraída sobre o momento atual em que as mulheres de nosso país têm sua imagem depreciada, sobretudo, através da televisão, das músicas e de nossas próprias atitudes no cotidiano – tanto por parte de nós, homens, como das próprias mulheres.
Na excelente entrevista, Del Priori teve chance de abordar diversos temas:
  • O questionamento dos estereótipos da cachorra X o da princesa;
  • Como os médicos através dos tempos trataram o corpo da mulher de diferentes maneiras;
  • Sexo, família, relacionamento, prostituição;
  • Big Brother, televisão e a influência no comportamento e na visão da e sobre a mulher;
Regina Volpato
Vale assistir, já que é raro no atual momento da televisão brasileira entrevistas com quem realmente tem o que dizer.

Vale ainda mais, quando isso ocorre em programas tidos como populares, como é o “Manhã Maior” da Rede TV! – que, aliás, hoje acertou em cheio!


Para assistir basta clicar nos links:


Parte I

“A mulher fruta amadurece e apodrece rapidamente”, ao mesmo tempo, vem a ser a resposta latina ao padrão de beleza europeu:




Parte II

A historiadora ressalta que é discrepante, num país mestiço, a loirice das apresentadoras infantis e da barbie – “a boneca prostituta”. E, além disso, a TV brasileira tem que jogar o lixo no lixo, a começar pelo BBB:

Parte III

Nem cachorra nem princesa. É preciso buscar a valorização da mulher, a começar pela casa, selecionando o que se assiste:               

http://www.redetv.com.br/Video.aspx?124,28,243852,entretenimento,manha-maior,historiadora-explica-o-porque-das-mulheres-fruta-328,243852,entretenimento,manha-maior,historiadora-explica-o-porque-das-mulheres-fruta-3