segunda-feira, 12 de setembro de 2011

LIVROS QUE TRATAM DO TEMA "FUTEBOL" PUBLICADOS EM 2011

O GRUPO DE LITERATURA E MEMÓRIA DO FUTEBOL (MEMOFUT), atuante desde 2007 no campo das discussões que envolvem futebol, recentemente realizou uma pesquisa sobre as publicações de 2011.

Não são poucos os livros que foram lançados neste ano.

Existem publicações voltadas para acender o estopim da paixão clubística, principalmente para a garotada. Ótimos para alguns pais que sentem no momento atual maior ou menor dificuldade para fazer seu filho seguir sua mesma paixão. Como é o caso dos títulos O dia em que me tornei (Bota, Fla, Vasco, Mengo...).

Outros exaltam feitos do passado de alguns clubes. 

Há também os historiográficos, os jornalísticos, os biográficos, os técnicos. Enfim, livros de futebol para todos os gostos, até para os que nem gostam tanto da prática em si.

Um dos que li e recomendo, não só para aqueles que admiram a figura técnico Telê Santana, mas para quem deseja conhecer o jogador, o pai, o trabalhador que foi esse grande profissional da bola, há a excelente biografia "Fio de Esperança" de André Ribeiro.


 
TÍTULOAUTOREDITORACIDADEPAGS$$
A Cavadinha Muito louca (e outras histórias do Botafogo)Adilson TaipanAutorRJ8020
Almanaque do Leão do BonfimWagner Augusto Alvares de FreitasAutorVila Nova67870
Arbitragem de FutebolAdemar Pedro SchefflerMemória Juridica22046
Camisa BrasileiraAldyr Garcia Schlee e GilbertoArdoTEmpo144100
Como era bom aos domingos - Carlos Said - O Homem, A vida, O Mito Magro de AçoGustavo SaidEDUFBI32549,9
Do Suave Milagre à odisséia do Tri - A Espetacular saga de um time de guerreirosJoão Manoel GarcezK G & B EditoraRJ28
Entre Jabulanis e Vuvuzelas - Um registro da primeiraGustavo Farah CorreaNewbookRJ18051
Fio de Espertanaça - Biografia de Telê Santana André RibeiroCia. dos LivrosSP51159,9
Futebol Cearense - A HistóriaAlberto DamascenoEpgrafFortaleza24830
Futebol: a Paixão do BrasilEduardo BuenoLeya BrasilSP295180
João Havelange  - O dirigente esportivo do século XXSilvia Maria Vieira e José Mario Pereira (orgs.)Casa da Palavra240129
Jogo SujoAndrew JanningsPanda BooksSP32249,9
Magias no Futebol - Revelações Inéditas de Um Pai de SantoRoberto Barros - Pai GuarantâÍcone15024
Malandro é malandro, Mané é ManéAdilson TaipanAutorRJ8020
Maracanã 60 anosEduardo Bueno (org.)Leya BrasilSP324200
O Campeão Voltou - RBACLuciano MazziRio BrancoVitoria
O dia em me tornei BotafoguenseMauricio StycerPanda BooksSP10421,9
O dia em me tornei FlamenguistaWalter de Mattos juniorPanda BooksSP10821,9
O dia em me tornei FluminenseBeto SilvaPanda BooksSP10421,9
O dia em me tornei VascainaTeresa CistinaPanda BooksSP10421,9
O Gigantes do Futebol BrasileiroJoão Máximo e Marcos CastroCivilização BrasileiraRJ45049,9
Os dez mais do VascoCláudio Nogueira e GilbertoMaquinariaRJ18432
Os Meninos da Folha da Tarde: E como eles revolucionaram o jornalismo esportivo paulistaPorto de IdéiasSP26430
Palmeiras Campeão do Mundo 1951Fernando Razzo GaluppoMaquinariaRJ12830
Recordes do Futebol Mundial 2011Martin CortelCiranda Cultural25549,9
Rimas Tricolores - Poesias e CrônicasJosé Augusto Bastos Neto e Ives Gandra da Silva Martins (orgs)Pax & SpesSP29420
São Paulo F. C. -  O SupercampeãoOrlando Duarte e Mário VilelaCompanhia Editora NacionalSP32342,9
No Compasso da BolaPaulo LunaIrmãos Vitale28454
O Pior Futebol de Todos os TemposFelipe AndreoliPanda Books11222,9







quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PRIMEIROS TEMPOS DO FUTEBOL EM SP, ALGUMAS REFLEXÕES

Há uma semana, em evento promovido pelo LUDENS (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e modalidades Lúdicas), foram trazidas importantes questões a respeito das origens do futebol. Reflexões sobre uma história que pode e deve ser reconstruída.


1918: “É uma empresa arrojada fazer a história dos clubes...”, era ssim que Antônio Figueiredo, em seu livro “História do futebol em São Paulo” (tido como o primeiro do gênero no Brasil)se referia às dificuldades de se estudar sobre as origens do futebol.

E hoje?

Wilson Gambeta e Fábio Franzini durante o evento

O doutorando Wilson Gambeta, no dia 28 de agosto, no departamento de História da USP, apresentou o Seminário:  “O Período de formação do futebol em São Paulo (1895 – 1918)”.

Após destacar as dificuldades para pesquisar o passado do futebol em São Paulo, dado à escassez de fontes históricas, com bases nos avanços proporcionados por seus estudos, o pesquisador chamou a atenção para algumas questões.

Ao lado de Fábio Franzini, historiador com grande reconhecimento nos estudos sobre futebol, Gambeta não trouxe novos dados, mas fez significativos comentários sobre a história tradicional. Perguntas que chocam-se com versões quase nunca questionadas e que acabam por afirmarem-se como verdade absoluta.


Vejam as principais:

1. A questão da origem do futebol

Como também já foi levantado por outros, Gambeta afirma que o mito Charles Miller, não passa mesmo de um mito. Um par de chuteiras, um livro de regras e duas bolas, não seriam os únicos pontos iniciais de difusão de uma prática que contagiou o país.

Além disso, foram também contestadas alternativas encontradas para o mito de origem. Como a de José Moraes dos Santos Neto, em que num Colégio de Itu, um dos padres desenvolveu, com seus alunos, o futebol.

Para o pesquisador, ao se refletir sobre a origem do futebol em São Paulo, deve-se pensar que não há um local, um acontecimento específico, mas, sim, diversos pontos de difusão que pipocaram pelo território.

2. A questão não deve estar na origem e, sim, em como o futebol se nativizou

O maior argumento do pesquisador, neste caso, é que os clubes são muito mais antigos que a prática do futebol. Assim, Wilson acredita que um caminho interessante, está em relacionar a questão com outros esportes que, na virada do século XIX para o XX, chamavam muito mais a atenção: o turfe, a esgrima, a pela...

3. A questão Futebol de Elite X Futebol de Várzea

Ou como dizia o editor-chefe de A Gazeta Esportiva dos anos 1930 aos 70, Thomaz Mazzoni, o “futebol Maior” versus o “futebol Menor”.
Para o pesquisador, também é necessário desconstruir essa ideia hierárquica, pois os primeiros clubes não se enquadravam apenas na classificação “de elite”. Um exemplo citado por Wilson foi o Germânia que era composto por membros da classe média e muitos jogadores de origem operária.

4. O futebol como espetáculo

Os jornais, de modo geral, inclusive os de grande relevância do século XIX e XX, procuravam incentivar a prática publicamente, segundo o pesquisador.

Nesse caso, Gambeta levanta o que lhe soa como a principal questão: Por que a elite foi jogar futebol?

Além disso, ressalta que a presença feminina é outro elemento importante para os estudiosos levarem em conta. Se não na prática esportiva - esta coibida -, pelo menos na assistência, nas arquibancadas. Pois, como espectadora, a mulher foi presença marcante nos primeiros tempos do futebol.


Enfim, essas são questões interessantes para uma revisão histórica. Visões que se perpetuam, tornando-se verdades absolutas e que contribuem para que alguns grupos tornem-se soberanos nos mandos e desmandos do futebol que, por sua vez, tanto encanta e que a tantos contagia.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A FÚRIA E THIAGO ALCÂNTARA

Definitivamente, a antiga promessa, hoje realidade de bom futebol, agora não pode mais jogar na Seleção Brasileira.

Mazinho, o tetracampeão do Mundo pela Seleção Brasileira (1994), há cerca de um mês concedeu uma entrevista para o programa de Milton Neves, na rádio Bandeirantes. Na ocasião, o ex-jogador do Vasco, do Palmeiras, que da latarel-direita, brilhou ne meio-campo, queixou-se da falta de atenção dos dirigentes da CBF para com os brasileiros e filhos de brasileiros das categorias de base que atuam no exterior.

Segundo Mazinho, seu filho Thiago Alcântara, mesmo jogando na base do Barcelona, jamais recebeu uma oportunidade e hoje é a mais nova sensação do time de cima Basco. Com tom de tristeza, já dizia que a estreia de seu filho na seleção espanhola era uma questão de poucas horas e foi o que aconteceu.



Nesta terça, Thiago Alcântaro, definitivamente tornou-se jogador espanhol. E de uma Espanha que está jogando um futebol de primeira qualidade, basta ver os 7 a 0 e os toques de bola da partida contra Lietchstin.


2014, promete!