segunda-feira, 25 de junho de 2012

TECNOLOGIA DA LINHA DO GOL (TLG)

Agora, quem diz que a máquina que indicaria se realmente a bola ultrapassou a linha do gol é algo necessário, é Blatter - o presidente da FIFA.

Depois da anulação de um gol legítimo e da desclassificação da Ucrânia frente à Inglaterra, volta a discussão o uso da parafernália tecnológica.

Dois sistemas estão sendo analisados pela Fifa. Um deles, chamado Hawk-Eye ("olho de águia"), já usado no tênis e no críquete, foi testado no mês passado num amistoso entre Inglaterra e Bélgica, mas não estava à disposição dos árbitros e delegados da partida.

Um sistema similar, chamado GoalRef ("árbitro do gol"), foi experimentado em dois jogos do campeonato dinamarquês.

A próxima reunião da International Board (dos "velhinhos britânicos") será dia 5 de julho.


O gol ilegítimo da Inglaterra na final
contra a Alemanha na Copa de 66

Alguém acredita que os equívocos da arbitragem são realmente determinantes para a manipulação dos resultados?

É o olho humano ou a corrupção a causa das injustiças no futebol?

Veremos! 

sábado, 23 de junho de 2012

RIVER PLATE VOLTOU!


Grandes Clubes vivem assim: do inferno ao céu, na maior intensidade.

O River Plate caiu o ano passado. Tristeza e revolta de uma imensa torcida.
Um ano se passou, uma mobilização geral ocorreu e o time da faixa vermelha enviesada na camisa branca, hoje, retornou para a divisão principal do futebol argentino.

Até Trezeguet, o consagrado atacante francês de 34 anos, criado em Buenos Aires, se deslocou para o River dizendo que jogaria por amor ao clube. E, simplesmente, os 2 gols da vitória do jogo de hoje – o que assegurou a vaga na 1ª – foram dele!

É isso aí.

Desde o Palmeiras, que caiu em 2002 e, contrariando todo o histórico de viradas de mesa sul-americanas, disputou e venceu a Série B de 2003, fica cada dia mais nítido que clubes grandes vivem péssimos momentos, como qualquer clube, como qualquer instituição.

E, por isso, mostram-se maiores ainda. Pois, na grande adversidade, todos se mobilizam: dirigentes, jogadores, torcedores, tantos e tantos e retornam.

Foi assim com o River, foi assim com o Corinthians, com o Palmeiras, com o Botafogo, com o Atlético Mineiro...
Veja os gols de Trezeguet, contra o Almirante Brown - pra variar o atacante que ageita para o francês estava impedidíssimo no 1º:


GRÊMIO E VIOLÊNCIA


Falar em Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é, em muitas das vezes, falar em práticas violentas. E isso é exaltado por seus próprios torcedores.
gremio100mil.blogspot.com
O jogo de quinta-feira entre Palmeiras e Grêmio, por tratar-se de uma semifinal de Copa do Brasil, num campo enlameado, era o prenúncio de uma partida não apenas de intensa disputa, com alguns lances ríspidos.
Quem acompanha o futebol com atenção sabia que o jogo teria uma grande tendência a descambar para a brutalidade.

O Grêmio vinha para São Paulo inferiorizado pelo placar adverso da 1ª partida (derrota por 2 a 0).

E em diversas situações semelhantes de um passado que envolve não só decisões contra o Palmeiras, a violência foi sempre um elemento presente nas jogadas tricolores.

Aqueles que envergam a bela camisa dessa potência gaúcha parecem querer demonstrar para sua torcida que se há limitações técnicas o mesmo não ocorre com a força física. Uma forma de desculpar insucessos que, ao mesmo tempo, parece mesmo surtir efeito entre aqueles que, como diz o hino, sempre estão “com o Grêmio onde o Grêmio estiver”.

Quem não se lembra do limitado Sandro Goiano, por exemplo. Jogador que nos anos 2000 tornou-se uma espécie de símbolo desse “estilo de jogo” gremista.

Aqui vale também lembrar um interessante trabalho antropológico: o de Arlei Sander Damo*. Esse pesquisador procura entender as identidades clubísticas dando destaque para as duas forças de seu estado, o Internacional e o Grêmio.

Sobre o Grêmio, Damo revela várias pistas do quanto o clube se coloca como uma instituição que deve representar a parcela “branca e elitista” da população.

Entre outros documentos, o pesquisador usa um documento de 1946.

Trata-se do pronunciamento do presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, emblematicamente chamado de Credo do bom gremista:

“Creio no Grêmio porque, procurando integrar a fórmula do MENS SANA IN CORPORE SANO, ele trabalha para a formação física e mental do homem para as lutas da vida. (...) Creio no Grêmio porque, trabalhando pelo aprimoramento da raça, colabora na formação de uma raça eugênica para o nosso futuro.” (Damo, 42:2002)

Convenhamos, daí para os ideais nazi-fascistas não se precisa dar nenhum mísero passo.

Abaixo, segue um vídeo de cunho gremista sobre as próprias ações violentas:



Aqui, o comportamento do Grêmio em jogo decisivo contra o Atlético Paranaense:



Jogadores do Grêmio usam de brutalidade para tentar frear Valdívia, em seu melhor momento no Palmeiras:

* DAMO, Arlei Sandro. Futebol e identidade social: uma leitura antropológica das rivalidades entre torcedores e clubes. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2002.