Agora, quem diz que a máquina que indicaria se realmente a bola ultrapassou a linha do gol é algo necessário, é Blatter - o presidente da FIFA.
Depois da anulação de um gol legítimo e da desclassificação da Ucrânia frente à Inglaterra, volta a discussão o uso da parafernália tecnológica.
Dois sistemas estão sendo analisados pela Fifa. Um deles, chamado Hawk-Eye ("olho de águia"), já usado no tênis e no críquete, foi testado no mês passado num amistoso entre Inglaterra e Bélgica, mas não estava à disposição dos árbitros e delegados da partida.
Um sistema similar, chamado GoalRef ("árbitro do gol"), foi experimentado em dois jogos do campeonato dinamarquês.
A próxima reunião da International Board (dos "velhinhos britânicos") será dia 5 de julho.
O gol ilegítimo da Inglaterra na final contra a Alemanha na Copa de 66
Alguém acredita que os equívocos da arbitragem são realmente determinantes para a manipulação dos resultados?
É o olho humano ou a corrupção a causa das injustiças no futebol?
Grandes Clubes
vivem assim: do inferno ao céu, na maior intensidade.
O
River Plate caiu o ano passado. Tristeza e revolta de uma imensa torcida.
Um
ano se passou, uma mobilização geral ocorreu e o time da faixa vermelha enviesada
na camisa branca, hoje, retornou para a divisão principal do futebol argentino.
Até
Trezeguet, o consagrado atacante francês de 34 anos, criado em Buenos Aires, se
deslocou para o River dizendo que jogaria por amor ao clube. E, simplesmente,
os 2 gols da vitória do jogo de hoje – o que assegurou a vaga na 1ª – foram dele!
É
isso aí.
Desde
o Palmeiras, que caiu em 2002 e, contrariando todo o histórico de viradas de
mesa sul-americanas, disputou e venceu a Série B de 2003, fica cada dia mais
nítido que clubes grandes vivem péssimos momentos, como qualquer clube, como qualquer
instituição.
E,
por isso, mostram-se maiores ainda. Pois, na grande adversidade, todos se
mobilizam: dirigentes, jogadores, torcedores, tantos e tantos e retornam.
Foi
assim com o River, foi assim com o Corinthians, com o Palmeiras, com o
Botafogo, com o Atlético Mineiro...
Veja os gols de Trezeguet, contra o Almirante Brown - pra variar o atacante que ageita para o francês estava impedidíssimo no 1º:
Falar em Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
é, em muitas das vezes, falar em práticas violentas. E isso é exaltado por seus
próprios torcedores.
gremio100mil.blogspot.com
O
jogo de quinta-feira entre Palmeiras e Grêmio, por tratar-se de uma semifinal
de Copa do Brasil, num campo enlameado, era o prenúncio de uma partida não
apenas de intensa disputa, com alguns lances ríspidos.
Quem
acompanha o futebol com atenção sabia que o jogo teria uma grande tendência a
descambar para a brutalidade.
O
Grêmio vinha para São Paulo inferiorizado pelo placar adverso da 1ª partida
(derrota por 2 a 0).
E
em diversas situações semelhantes de um passado que envolve não só decisões
contra o Palmeiras, a violência foi sempre um elemento presente nas jogadas
tricolores.
Aqueles
que envergam a bela camisa dessa potência gaúcha parecem querer demonstrar para
sua torcida que se há limitações técnicas o mesmo não ocorre com a força
física. Uma forma de desculpar insucessos que, ao mesmo tempo, parece mesmo surtir
efeito entre aqueles que, como diz o hino, sempre estão “com o Grêmio onde o
Grêmio estiver”.
Quem
não se lembra do limitado Sandro Goiano, por exemplo. Jogador que nos anos 2000
tornou-se uma espécie de símbolo desse “estilo de jogo” gremista.
Aqui
vale também lembrar um interessante trabalho antropológico: o de Arlei Sander
Damo*. Esse pesquisador procura entender as identidades clubísticas dando
destaque para as duas forças de seu estado, o Internacional e o Grêmio.
Sobre
o Grêmio, Damo revela várias pistas do quanto o clube se coloca como uma
instituição que deve representar a parcela “branca e elitista” da população.
Entre
outros documentos, o pesquisador usa um documento de 1946.
Trata-se
do pronunciamento do presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, emblematicamente
chamado de Credo do bom gremista:
“Creio
no Grêmio porque, procurando integrar a fórmula do MENS SANA IN CORPORE SANO,
ele trabalha para a formação física e mental do homem para as lutas da vida.
(...) Creio no Grêmio porque, trabalhando pelo aprimoramento da raça, colabora
na formação de uma raça eugênica para o nosso futuro.” (Damo, 42:2002)
Convenhamos,
daí para os ideais nazi-fascistas não se precisa dar nenhum mísero passo.
Abaixo,
segue um vídeo de cunho gremista sobre as próprias ações violentas:
Aqui,
o comportamento do Grêmio em jogo decisivo contra o Atlético Paranaense:
Jogadores
do Grêmio usam de brutalidade para tentar frear Valdívia, em seu melhor momento
no Palmeiras:
* DAMO, Arlei Sandro. Futebol e identidade social: uma leitura antropológica das rivalidades entre torcedores e clubes. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2002.