segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

AINDA O RAP: BRÔ MC'S, O PRIMEIRO GRUPO INDÍGENA

Ritmo e poesia na Reserva!
Outro dia escrevi um texto sobre uma seleção de músicas que compuseram e difundiram o Rap nacional nos anos finais do século XX e início do XXI.

Proecupei-me em justificar: futebol e música são elementos que vivem em parceria, sejam os mais diferentes futebóis e os mais diversos ritmos.

Permanecendo um pouco mais no Rap, não posso deixar de citar aqui um grupo que parece significativo para esses tempos de marasmo no campo da música.


depurar.net
Em 2005, Bruno "New" começou a rimar no ritmo Hip Hop na escola, logo Charles, Clemerson e Kelvin se uniram.

Pronto! Essa turma de jovens Kaiowaá - etnia indígena do sul do Mato Grosso do Sul, mais precisamente da região de Dourados - formava o primeiro grupo de Rap indígena do Brasil: o Brô Mc's.

Proposta interessante.

Na trilha sonora composta pelo quarteto, o eixo temático está na proposta de reação dos nativos à opressão que seu povo sofre diante do poder das oligarquias brancas.

No mínimo, esses jovens conseguem inspirar profundos debates.

Um bom exemplo está no o clip oficial da música "Eju Orendive". 

Ao trabalho dos rappers, divulgado via youtube, se segue comentários interessantes.

Gente que se choca ao se deparar com o encontro brutal de culturas tempos antes divididas pela geografia e pela história.

Hoje, o mundo globalizado, traduzido e escancarado nas imagens do video clip do Bro Mc's, seguido das suas letras tanto de protesto quanto de descrição do cotidiano na reserva Kaiovaá, jamais parecem passar em branco.

Vale conhecer. Não apenas o vídeo.

Clique aqui pra ouvir o belo especial Rap Kaiowaá - ritmo e poesia do povo Guarani, no site Cultura Brasil.




DO FUTEBOL AO AMERICAN FOOT-BALL, DOMINGO DE CAMPEONATO PAULISTA, ITALIANO E SUPERBOWL

Muito bacana a transmissão da TV Esporte Interativo da NFL: finalmente consegui assistir com gosto uma partida de futebol americano.
Primeiro, pela série A2, de Santa Cruz do Rio Pardo, a Rede Vida de Televisão, que faz uma boa cobertura do forte futebol das divisões inferiores do estado de São Paulo, transmitiu o empate da Santacruzense frente ao Veloclube. 

Em seguida, a Rede TV! com a locução de Silvio Luiz e com os comentários do saudoso centroavante Careca (ex-São Paulo e Napoli) levou para os fãs do futebol italiano uma belíssima partida em que, finalmente, a Roma venceu bem. Uma vitória significativa de uma equipe que há tempos vive má fase e que, neste domingo, atropelou a Inter de Milão por 4 a 0.

Ainda, à tarde, o sol escaldante de Presidente Prudente somado ao empenho dos jogadores palestrinos fizeram com que o Santos amargasse uma derrota de virada na primeira partida contra um time grande após o fracasso frente ao Barcelona. No final do jogo, um cabeceio do centroavante Fernandão e um gol contra de Maranhão fecharam o placar em Santos 0 x 1 Palmeiras.

Depois de assistir essas boas partidas de futebol pela TV, o domingo se estendeu ainda mais. Estendeu-se por toda a transmissão da partida final entre New York Giants e New England Patriots.

O Superbowl trata-se de um grande evento esportivo. Um jogo que só perde em audiência mundial para a final da Liga dos Campeões.

Contudo, de minha parte, por mais que eu tentasse, jamais consegui acompanhar um jogo desses até o fim. Só que, para minha surpresa, desta vez foi diferente.
A transmissão da 46ª final do Superball realizada pela TV Esporte Interativo foi sensacional.

Didática, esse foi o eixo utilizado por André Henning (narrador) e Vitor Sérgio Rodrigues (comentarista), com o convidado Rafão (técnico do Botafogo Mamute).

Os caras conseguiram não apenas colocar a emoção necessária para prender o telespectador, como conseguiram fazer com que leigos, como eu, entendessem muitos dos mecanismos do futebol americano.
No final, o Esporte Interativo fez valer à pena eu atrasar meu descanso, que só chegou já na madrugada de segunda-feira após acompanhar a vitória dos Giants por 21 a 17 sobre os Patriots.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FUTEBOL E RAP

A cultura do Rap um dos exemplos do que melhor se fez na mpb do final do século XX
(música popular brasileira em minúsculas, mesmo! E com muito orgulho!).

Cartaz de divulgação de um jogo entre rappers e sambistas,
na Vila Guarani - Jabuaquara (noticiario-periferico.com)
Insistiu-se, desde há muito - no mínimo, desde os anos 1930 (com o projeto de um Brasil-exportação e Getúlio Vargas) - o futebol e o samba como os dois elementos culturais centrais à representarem o que seria uma identidade brasileira.
Claro que como todo o discurso homogeneizador, jamais este conseguiu dar conta de toda a vasta diversidade da imensidão Brasil.

Logo, relacionar o futebol a outros elementos da cultura musical brasileira é uma prática de muitos, dos mais variados estilos.

O Rap é um. Principalmente, pelo local de onde ele ecoa: da periferia.

Para quem gosta e/ou para quem não conhece (este, mais ainda) vale dar uma boa ouvida na seleção que o site Cultura Brasil da Fundação Padre Anchieta nos traz.

Expressão melhor não há que as próprias do universo Hip Hop:

Sem palavras, mano!

Racionais no programa Ensaio da TV Cultura de SP, em 2003 (CEDOC FPA)